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A cinco pontos do paraíso!

O finlandês Marcus Grönholm precisa conquistar apenas 5 pontos nas 3 provas que faltam para retomar o título de campeão mundial de rallye. Richard Burns, Colin McRae e Gilles Panizzi ainda têm chances matemáticas mas, vai ser muito difícil que eles consigam tirar o título do finlandês. Burns, o mais próximo, teria que vencer as 3 etapas e Grönholm chegar em sexto em duas e um quinto, marcando 4 pontos. Assim empatariam em primeiros, segundos, terceiros e Burns conquistaria o título or ter acumulado maior número de quartos lugares. Panizzi é mestre no asfalto, porém, ainda não anda na terra com a mesma desenvoltura e as duas próximas provas são na terra. Também, ainda está sofrendo com a lesão no ombro e na terra a dor e a dificuldade de concentração que causa deve ficar pior do que o informado pela francês em San Remo, no último final de semana. McRae é mera especulação. Os Focus não estão conseguindo uma regularidade que permita es perar uma seqüência de 3 vitórias consecutivas. Em San Remo, a Equipe Ford esteve muito aquém do que se poderia esperar e McRae não figurou entre os que marcam pontos enquanto Sainz teve pane.
Com a regularidade demonstrada no "asfalto" e as vitórias na terra por Grönholm e mais a superioridade da Peugeot em todos os tipos de terreno este ano, tendo obtido mais uma dobradinha neste final de semana, é tarefa muito difícil que consigam tirar da Peugeot o bicampeonato de construtores e o segundo título do finlandês.Mas, "incorporado" á equipe durante o intervalo de temporada, sem os impedimentos legais que lhe foram impostos antes do campeonato deste ano, Burns já pode ser inferido como o principal oponente no próximo ano. Considerando que Panizzi e Rovanpera não são pilotos "full season", ou seja, só guiam pela Peugeot oficial nas provas de asfalto e terra respectivamente, a briga se resume aos dois "regulares", Burns e Grönholm.

Os bastidores do Mundial estão agitados. Marlboro vai para a Peugeot. McRae pode trocar 6 por 6,5 se ficar acertada sua volta para a Subaru. Na realidade, o novato Marku Martin está se mostrando "uma pedra no sapato". Já Tommy Makinnen parece meio abalado desde do acidente que colocou o seu navegador "oficial" no "estaleiro" no início do ano. Não conseguiu a mesma performance com os dois substitutos. O Subaru Impreza não está no mesmo nível dos Peugeot, porém, Solberg, seu companheiro, tem conseguido bons desempenhos e, quando não bate, chega, regularmente , entre os Peugeot e Fords, inclusive, vencendo muitas especiais. Makinnen venceu pouco, bateu muito e depois "se perdeu'. Isso acontece às vezes, porém, ele precisa retomar o ritmo. Confirmada a chegada de McRae a coisa se complica mais ainda, pois, não acredito que a Subaru dispense Solberg nem que a Subaru possa realmente colocar 3 carros competitivos na disputa com a Peugeot. A não ser que estejam "escondendo" alguma coisa, tipo uma "aposentadoria" de Makinnen ou, ainda, uma "impensável", porém, "possível" transferência de Makinnen para a Peugeot/Marlboro. Afinal, Makinnen sempre foi mais importante para a marca de cigarros do que a Equipe Mitsubishi. Mas, há muita especulação e, diante da crise mundial que assola também ao esporte, mujtas coisas "difíceis de imaginar" podem ocorrer. Por exemplo, Sainz já fala abertamente em aceitar redução de seu salário para continuar na Equipe Ford, "como forma de contribuir na composição do orçamento da equipe para desenvolver um equipamento competitivo". Ocorre, no entanto, que a previsão deste equipamento mais competitivo é para 2005. Tenho, aliás, ficado impressionado com a incrível capacidade de cometer erros do "pessoal" que decide as coisas na Ford. Na F-1, nos Rallyes e na Indy os erros se sucedem, ano após ano. O dinheiro está sempre no lugar errado, na hora errada e em quantia fora da realidade de mercado. A situação fica ainda mais crítica se considerarmos os impactos para acionistas num momento econômico tão sensível. No caso dos Rallyes, o problema é de gestão dentro da Ford e não na Equipe que vai para a disputa. Já na F-1 e Indy, tudo precisa ser "revisado" e "reprojetado". Não faltam recursos para uma empresa como a Ford, eles apenas estão sendo mal administrados.
A Mitsubishi precisa se recompor rapidamente. Quando as coisas vão mal é sempre possível piorar. Em San Remo, até capot dianteiro abriu…Sorte que era um trecho de média baixa...O projeto do carro não é competitivo. Na realidade, Makinnen já havia sentido o declínio da equipe no ano passado e o projeto, então, "novo" não o convenceu. Delecour e Allister McRae não tinham "nada melhor para guiar" e toparam...Mas, com a saída da Marlboro a coisa tende a ficar pior. Ou seja, é hora de fazer o dever de casa. Tratar da reestruturação interna da equipe e desenvolver um projeto confiável. A queda foi tão rápida e visível que na atual temporada a Mitsubishi tem sido batida regularmente pela Skoda. Não que a Skoda seja ruim, porém, seu orçamento é muitas vezes menor; suas pretensões, no início da temporada, eram muito mais modestas e seus pilotos não são "famosos" como Delecour ou McRae. A Skoda tem mérito.
Para finalizar, a Citroen deverá fazer sua primeira temporada completa no próximo ano. No asfalto já provou que é ótima. Na terra é que se dará uma definição de suas pretensões e de seus pilotos.

Brasileiro de Rallye de Velocidade
Luís Tedesco/ Sidnei Bröering e Glayson/Gladson do Bom Conselho são os primeiros campeões da temporada, respectivamente nas categorias A6 e N2, ambos com Pálio.
Na A7 falta pouco para Sady Bordin/Sérgio Tarcísio. A "luta" é com a dupla da casa SEAT, Paulo Lemos/Sérgio Lima. Será difícil para a "lenda" Paulo Lemos descontar toda a diferença que se acumulou, a favor de Sady, em decorrência dos abandonos de provas anteriores.
Na N4 tudo "em casa" também.Tino Viana/Edú Paula, em excelente temporada, lideram com Édio Füchter/João Gomes "por perto'. Já vi o Édio "tirar coelho da cartola" em suas disputas com Ulysses Bertholdo no ano passado. Apesar da duplaTino/Edu só precisar chegar logo atrás de Édio/Gomes, qualquer bobeada e a "coisa complica".
Porém, cabe-me ressaltar que os grandes nomes da temporada têm sido realmente Luís Tedesco e Sidnei Bröering. Além de vencerem na categoria e de disputas acirradas com Emerson "Soca"/ Blanco, a dupla da Fiat andou, até agora, várias vezes, à frente de muitos carros da N4 e da A7. Não há como negar que isto é um feito respeitável. No asfalto, teoricamente, vantagem para o Seat , A6 e A7. Na prática Tedesco / Sidnei mostraram que não é bem assim e venceram na A6 e bateram os A7. Na terra, vantagem dos 4 x4 . Verdade! Porém, não para todos os 4 x 4! Logo, não há como negar que a dupla está em grande fase e que o décimo título de Tedesco e segundo de Sidnei são merecidos. Mas, a dupla Soca/Blanco está sempre por perto e pronta para dar o bote.
Na N2, a dupla "sertaneja" assegurou o título antecipado de uma temporada onde outra dupla "facilitou" as coisas. Sem demérito para a dupla "Bom Conselho" que obteve o título antecipado logo em sua primeira temporada, cabe ressaltar que os grandes favoritos, Leandro Brustolin/Jeffereson Pavinatto cometeram erros bobos. Ora acidentes, ora itens fora do regulamento gerando desclassificações, ambos sem necessidade. Uma pena! Acidentes ainda passam dado à complexidade dos fatores que interferem na pilotagem e na navegação em rallyes de velocidade. Mas, mais de uma vez, ser reprovado na inspeção final, com itens fora do regulamento - apesar de grande consideração por Brustolin e Pavinatto - não posso "entender". Na primeira vez em que se pegou algo "sério", "mecânico", fora do regulamento, o que eu poderia "esperar" era que eles solicitassem à equipe uma total "revisão e adequação do carro ao previsto na ficha de homologação". Nas provas do ano passado, não havia uma "ficha de homologação" disponível ou "exigível" (dado a um tal "acordo" para que não fossem cobradas). Ressalva: além de competentes, o equipamento deles é bom. Mas, pelo visto, isto não ocorreu e outra "desclassificação por item fora do regulamento" se sucedeu. Ambas as desclassificações deste ano poderiam ter sido evitadas. No momento, os pontos "perdidos" nas desclassificações "fazem muita falta" e a colocação da dupla na tábua de classificação decepciona.
Agora faltam apenas duas etapas, mais do que os "esperados" campeões, da N4 e da A7, fica a expectativa sobre o que possa efetivamente surgir para a próxima temporada.
O problema maior, neste momento, é a variação cambial absurda e, em muito, especulativa que tem impacto sobre itens e projetos avaliados em dólar e a reiterada falta de planejamento antecipado (calendário do próximo ano!!?? Regulamento do próximo ano!!!???)
É esperar para ver!

F-1
Como previsto, Felipe Massa ficou a pé.
Rubinho está com as mãos no vice é só ter calma e manter o ritmo. Os pilotos da Williams devem se atrapalhar pelo caminho...Em Indianápolis, a mesma estória pode ser esperada: um "temporal" impressionante das Williams nos treinos de classificação e uma 'lavada" da Ferrari na prova...

"É proibido fumar!"
SE continuar guiando para alguma equipe, com certeza o dono da equipe deve solicitar que coloquem tal aviso no carro de Tomas Enge, campeão da F-3000, na pista, e que foi pego no antidoping com traços de maconha na urina...Confirmada a "contra prova" o tcheco deve tomar um gancho...Dos longos!
Até a próxima!



As opiniões desta coluna são de responsabilidade exclusiva do autor Cacá Rabello


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Cacá Rabello é piloto profissional
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